terça-feira, 21 de agosto de 2012

Próximo show - Adega Reggae

Salve galera!!

Nesse próximo domingo, 26/08, a banda Apologia Groove vai agitar a noite na Adega do Baguinho.

A partir das 19:30 e ENTRADA FRANCA, é tudo nosso!

POSITIVIDADE E ATITUDE

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Apologia Groove quebra tudo no Urucum


O show na sexta-feira passada, no Espaço Urucum foi insano demais, em todos os sentidos. Estávamos com uma expectativa muito grande pois esse é um lugar que nós costumávamos frequentar e pra gente estar em cima do palco e ver a galera cantando junto, foi um grande prazer.

O público pode curtir um repertório bem pesado, com músicas de grandes influências da banda, como Sabotage, Tim maia e Ed Motta, além de diversas músicas nossas que muitas pessoas que nos acompanham já estão cantando junto, como eu só quero paz e Tamo Junto.

Na sequência ainda rolou um show com o Zinho Trindade que misturou uma harmonia bem sintetizada com sua levada rápida, que vai do Hip Hop ao maracatu, além disso, Zinho abriu espaço para a rapaziada da batalha da leste que mostrou talento e sagacidade improvisando por quase 10 minutos rimas bem construídas e pra frente, que empolgaram a todos que assistiram.

Confira abaixo algumas fotos dessa noite especial para a Apologia Groove.


 
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quarta-feira, 21 de março de 2012

((Antene-se)) Return to forever - Where Have I Known You Before



Como funciona um estilo difundido para determinados intervalos de tempo? Como a repercussão do modal africano com o swing de batida amena do jazz cinquentista, ou, talvez, a planície de reverenciar um grupo com todos os apetrechos necessários, para marcar uma gama de músicos que mudaram uma ideia de se fazer música, isso é Return to forever, uma banda a princípio dentro da ideia do Fusion, com todas as suas particularidades, que não são poucas, porém, que instituem uma marca registrada muito pouco usual para a progressão do fusion setentista, pois as suas formas de juntar os elementos jazzisticos com fórmulas eletrônicas de base dentro de um modelo tão inovador e complexo, quanto é o de Chick Corea, é no mínimo conluioso dizermos que é uma simples banda de Fusion.

Where Have I Known You Before é o quarto álbum do grupo, um mártir, uma verdadeira primazia de junções de bases eletrônicas com forte referencia jazzística de curto molde adestrativo, particurlamente, eu vejo esse álbum como um entorpecente para as outras bandas de progressivo que viriam depois, até mesmo bandas como Gentle Giant e Focus, por demarcar exaustivamente um modelo que chamaremos agora de Jazz eletrônico Semi Auto (JESA).

O JESA é um molde representativo que eu criei para demarcar a projetividade de uma temática complexa de grupos de fusion, onde cada grupo possui os Medidores de Complexidade Harmônica (MCH), que é um encontro quase que direto das formas como cada músico age com seus critérios de modelagem estética da música, progredindo assim o resultado final, que seria o reconhecimento ou não dos apreciadores. O MCH deste álbum tem fatores bem pouco elaborados até então, Chick Corea usa um Moogie com intercalações de pequenas distorções assimétricas, Slanley Clark usa de um equipamento que gera o som de um nó, Al Di Meola usa de um sintetizador com fragmentos nas bases dos solos, e Lenny White usa de uma técnica de mão que é reverenciado por muitos jazzistas contemporâneos, a mão solta com caídas rápidas de acentuação na proximidade nos contratempos, uma verdadeira técnica, única e complexa.

Ao todo este álbum tem um ponto em especial, Al di Meola, o então jovem Meola com 19 anos já ministrava com vigor sua capacidade técnica com o grupo, e teve ideias criativas de criar pontos de modelagem para os seus solos em conjunto com os de Chick Corea, sem dúvida um álbum original e promissor a escala Jazzística moderna, vale a pena ouvir.

Texto de Cauê Campanelli, autor do blog Etimologia das Coisas

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Encontro Rap fortalecendo a cena Hip Hop


A periferia paulistana que sempre ostentou fama de ser o reduto dos grandes artistas da cena Hip-Hop, agora conta com um forte movimento em prol dessa causa, o Encontro Rap, que se iniciou há poucos meses, mas já incentiva e fortalece a nova geração e o surgimento de novos MCs e DJs.

O projeto, idealizado pelo rapper Cocão, do grupo Versão Popular, é uma iniciativa cultural no âmbito musical que abre microfone e espaço, na Sedinha do Galo Real, localizada no Jardim Ângela, todo último domingo de cada mês, para que grupos de rap, vindos dos quatro cantos da cidade, não só apresentem em público, como também façam contatos com outros artistas da cena que, eventualmente, não se conheçam em função da distância, mas que talvez possam se ajudar em projetos futuros e para divulgação dos seus trabalhos.

Já em sua 5ª edição, o Encontro Rap tem ganhado cada vez mais proporção, com artistas inclusive do interior de São Paulo solicitando participação e público aproximado de 200 pessoas por edição. Para o evento, que acontecerá esse domingo, dia 26, a expectativa é ainda maior, pois ele será realizado em prol de uma causa muito maior, ajudar as famílias da favela do Pinheirinho que estão passando por momentos bem delicados em função das ações do governo para desocupação da área.

O 5º Encontro Rap contará com shows dos grupos A Família, X da Questão, Versão Popular, Cientistas MC’s, NSN, Clã dos Loucos, AMC Rappers, Germano e Infantaria Rap, a entrada é 1Kg de alimento não perecível e os portões estarão abertos a partir das 15h.

Serviço:
Evento: 5º Encontro Rap
Onde: Sedinha do Galo Real
Endereço: Rua Gaita De Folís Nº 385, Jd. Ângela Zona Sul (altura do Nº 3.631 da estrada do M.Boi Mirim).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Versão Popular e Z'África Brasil festejam os 10 anos da Cooperifa


Na última sexta-feira, dia 03 de fevereiro, o Itau Cultural promoveu uma homenagem  aos 10 anos do sarau da Cooperifa no Auditório do Ibirapuera, com diversos poetas periféricos declamando e shows de dois grupos de RAP que incendiaram a noite, o Versão Popular e o Z'África Brasil. Nós do Espaço Groovirtual fomos lá para conferir essa festa e trazer um pouco pra vocês.

O evento marcou um momento muito importante para a periferia de São Paulo, que hoje, graças a saraus como o da Cooperifa, que acontece no extremo sul da Zona Sul de São Paulo, no bar do Zé batidão,  toda quarta-feira, conta com uma cena literária muito forte e é reconhecida também por promover grandes talentos na poesia, além de ser uma fonte de cultura e lazer que tem feito pessoas de todo o canto da cidade mover-se à periferia, para embreagar-se de belos versos, informação e energia positiva, que esses encontros tem de sobra.

Para vocês poderem sentir um pouco da energia que lotou o Auditório do Ibirapuera sexta-passada, colocamos abaixo um vídeo de cada uma das bandas que apresentaram, o Versão Popular, que vocês já viram aqui no blog e Z'África Brasil, que estará por aqui também logo menos, fiquem ligados.

Versão Popular - Rua inspira



Z'África Brasil - Antigamente quilombos hoje periferia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

15 anos sem o mestre Chico Sciense


"Um passo a frente e você já não está no mesmo lugar", é com essa forte frase que inicio esse post, pois no dia de hoje, 02 de fevereiro de 2012, completam exatamente 15 anos da morte de uma das personalidades mais influentes da música Brasileira, Francisco de Assis França, o mestre Chico Sciense, o grande poeta nordestino que com suas ideias promoveu uma verdadeira revolução em nossa música.

Referência para grande parte dos artistas que surgiram de meados da década de noventa para cá, e respeitadíssimo pela nata da música brasileira que o antecedeu, o pernambucano, nascido na cidade de Olinda, foi o front-man da banda que até hoje é ainda uma das principais na cena do rock nacional, a Nação Zumbi, que destaca-se por sua originalidade musical, que mistura ritmos da cultura nordestina, como o Maracatu e a Embolada, com o Rock, o Funky e o Hip Hop.

Na época, a cena das bandas de Pernambuco ganharam muita visibilidade em função do movimento Mangebeat, que Chico Sciense, junto com os integrantes da banda Mundo Livre SA, ajudou a idealizar e que tinha como símbolo uma antena parabólica fincada na lama, representando os mangueboys pensantes, que  já não aceitavam condições de vida tão precária e reivindicavam melhorias sociais para a população pernambucana. A partir desse movimento, Chico e  Fred Zero Quatro, do Mundo Livre,  criaram o Manifesto dos Caranguejos com Cérebro

Separamos aqui um documentário sobre o Manguebeat,  e abaixo um outro sobre o Chico Sciense, onde essa época tão importante para música brasileira é retratada. Quem ainda não viu, não pode deixar de conferir, e quem já viu, como eu por exemplo, não preciso nem falar que sempre cabe assistir novamente, pois é realmente algo precioso, uma fonte muito rica da qual sempre vale muito a pena beber!



Por Thiago Peixoto